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De 10 a 14 de Agosto
Seg a Sex das 18h às 22h
USINA DE CRIAÇÃO
O CLOWN - Formação e Treinamento do ator
Avenida Cristóvão Colombo 1081, sala 401
Apenas 15 vagas
Sobre o curso
Sinopse
Nem uma técnica que garanta que realizados certos passos se alcance algum efeito, nem um gênero com uma normativa ou conjunto de leis que o regem e definem como tal.
O objetivo primordial é a ampliação do universo do trabalho do ator e o clown é um pretexto, entendendo que o humor e a graça se deslocam do centro junto com toda personagem preconcebida, para deixar lugar à pessoa enquanto território incomensurável no qual mergulhar.
O clown é sua transparência, sua nudez, sua disponibilidade, sua ingenuidade e sua capacidade de surpresa. A expressão da própria vulnerabilidade perante os olhos do outro.
E a emergência, sem cuidados nem previsões, de uma lógica, uma moral e uma cosmovisão únicas, pessoais e intransferíveis.
O olhar, obsessão pessoal, é ato fisiológico, mas também expressão de um modo de ver e de pensar (a nós mesmos, ao outro, ao mundo…).
O riso é, então, presença quase permanente, já não mais como efeito procurado, mas como evidência de uma relação (com nós mesmos, com o outro, com o espaço, com um objeto, com um texto) e da aparição de um mundo que se mostra fora de lugar, distorcido.
Como pensar um mundo possível, construí-lo em cena sabendo que é a partir do nosso próprio mundo, mas que é diferente.
Objetivos:
Os fundamentos
O processo de construção do clown
O que é único e intransferível do trabalho pessoal
O olhar infinito
O clown como estado de atuação
Conteúdos:
O impulso, a intensidade e a direção.
O olhar como gerador de espaços. O olhar como ato fisiológico e cosmovisão. A felicidade do olhar.
O público como relação.
O registro da respiração, do gesto e suas raízes, da emoção e do desejo.
A imagem, o ritmo, o estado.
A ação como motor.
O texto.
As rupturas. As alianças dos elementos entre si: em direção a uma lógica única de ação e pensamento.
A escritura de um discurso no corpo.
A invenção do outro. O ator como material e instrumento do seu próprio trabalho.
Número de participantes: 15 pessoas. A oficina está destinada a atores, bailarinos, músicos, estudantes em formação nessas áreas e às pessoas interessadas no universo do clown, descobrindo e aprofundando a prática teatral.
Carga horária: 5 dias, 4 horas por dia. 20 horas
Quem é Raquel:
Raquel Sokolowicz é atriz, diretora e professora.
Estudou em Buenos Aires com Miguel Guerberof, Héctor Bidonde e na Escuela Nacional Arte Dramático, hoje Universidad Nacional de las Artes/UNA.
Em Paris, estudou com Monika Pagneux e Philippe Gaulier e na L’École des Bouffons de Serge Martin.
Trabalhou na Itália com o Teatro Núcleo de Ferrara.
É Bacharel em Artes, formada pela Facultad de Filosofía y Letras/UBA.
Como atriz, trabalhou, entre outras peças, em Fuego y Pasión, dir. J. Eiro; Bonjour, dir. J. Marcove; Jettatore !, dir. M. Chaud; Golpe de aire, dir. M. Mininno; Las viejas putas, dir. M. Pittier; Las Carolinas e Desde el monte, dir. I. Rodríguez de Anca.
Dirigiu e interpretou Los días felices, de S. Beckett, El loco a los pies de la cruz, de D. Fo.
Foi responsável pela preparação de atores do Ballet Estável e pela direção de atores e cênica de El circo de los Animales no Teatro Colón de Buenos Aires e no Teatro Municipal do Rio de Janeiro.
Trabalhou no treinamento dos cantores e colaborou com a direção de palco de Mahagonny Songspiel no Centro de Experimentação do Teatro Colón.
Dirigiu também Viaje a Otrasia, Sólo quiero que me amen, Descampado, Uriarte 5, paraluisa e De paso.
Convidada pelo Mapa Teatro, montou em Bogotá No te rías queso duele, inspirada em textos de V. Piñera.
A partir de um poema de T. Bernhard, escreveu e dirigiu la tercera patria, peça pela qual recebeu o Prêmio de Criação Artística da Fundação Antorchas.
Dirigiu Parece ser que me fui. Seu trabalho de direção foi destacado pelos Prêmios Teatro del Mundo.
Desde 1985, realiza um intenso trabalho pedagógico, tendo como eixos a formação e o treinamento de atores e a pesquisa teatral.
Também ensinou como convidada por diversos grupos, instituições e espaços em Buenos Aires, Argentina e no exterior.
É professora titular do Seminário O Ator e o Clown na Universidad Nacional de las Artes/UNA.
Desde 2015, mantém uma estreita relação de trabalho com a cidade de Porto Alegre, ministrando seminários de atuação e clown periodicamente.
Trabalhou com atores, bailarinos, cantores e músicos e foi convidada por companhias de teatro e dança para a preparação de atores e a assessoria e supervisão da encenação.
Em 2026 realizou oficina em Belo Horizonte a convite do Galpão Cine Horto










