Dias 23 e 24 de Novembro

Sáb e Dom às 18h

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Contemplado pelo PROAC LGBT ENTREGA PARA JEZEBEL mostra a vida de Jezebel, uma travesti que tem como maior desejo ser mãe, mas que vive à sombra da transfobia. A maternidade é o ponto nevrálgico da peça, já que ela cuida do filho de uma amiga, que retorna um tempo depois querendo reaver a guarda, fazendo com que o mundo de Jezebel desmorone.

 

Para o diretor Rodolfo Lima, a montagem propõe um diálogo intimista e poético entre o público e as artistas selecionadas para o trabalho sobre o universo de mulheres transexuais. “Jezebel sonha em viver dentro do arquétipo do gênero feminino, que condiciona a mulher a uma casa, um marido, filhos e quem sabe virar uma artista famosa. Porém a travestilidade e a falta de oportunidade são empecilhos para a concretização de seus sonhos. O que está guardado para Jezebel diante da violência que sofre diariamente? Jezebel canta nas horas vagas, mas quem ouve o que ela tem a dizer? Travesti pode ser mãe? Pode ser artista? Consegue ter um relacionamento estável?”, indaga ele.

 

 

Luciana Zacarias/Divulgação

 

Transfake

Alçado à mídia em 2017 pelo Movimento Nacional de Artistas Trans (MONART), capitaneado pela atriz Renata Carvalho, o termo transfake (referência aos atores cisgêneros que interpretam personagens transexuais) foi o mote para que o autor piauiense Roberto Muniz Dias desenvolvesse a dramaturgia de ENTREGA PARA JEZEBEL. “O texto traz uma mensagem sobre a transfobia muito forte, mas com a presença e convívio com as atrizes percebi que a peça não podia ter só um recorte, pois havia mais coisas a serem abordadas. A questão racial foi acrescentada a questão trans, o colorismo, veio de tabela, bem como a necessidade de representatividade dessas atrizes no meio artístico, inclusive interpretando personagens que se adequam ao seu gênero e não necessariamente falando sobre as questões de um corpo trans e/ou sua sexualidade”, diz Rodolfo, explicando ainda que Valéria faz a travesti Jezebel, mas que Clodd faz Joana, a mãe da criança.

Além de Valéria Barcellos, Clodd Dias e Bibi Santos que estarão em Porto Alegre, o projeto contemplou em São Paulo mais dois profissionais transexuais na ficha técnica: Magô Tonhon (mediando os debates, pós peça) e Hugo Nacari (operação de som).

Sobre Roberto Muniz Dias

Piauiense radicado em Brasília há 10 anos é romancista, dramaturgo e mestre em Literatura pela UNB (Universidade de Brasília). Também formado em Direito, integra a Comissão de Tolerância e Diversidade Sexual da 93ª Subseção de Pinheiros da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional São Paulo. Foi premiado pela Fundação Monsenhor Chaves com menção honrosa pela obra Adeus Aleto. Publicou ainda Experientia – coletânea de suas primeiras peças de teatro, Um Buquê Improvisado, O príncipe – o mocinho ou o herói podem ser gays, Errorragia: contos, crônicas e inseguranças, Urânios, A Teia de Germano e Uma cama quebrada. Recentemente foi premiado pela FCP (Fundação Cultural do Pará) com o texto teatral As divinas mão de Adam como melhor texto teatral.

 

Sobre Rodolfo Lima

Ator, diretor de teatro e jornalista é Mestre em Divulgação Cientifica e Cultural pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e pesquisa atualmente a relação entre teatro e gays para sua tese de doutorado. Como ator e diretor de teatro trabalha com a literatura nacional e suas possibilidades em cena, e tem no seu currículo peças adaptadas da obra de Caio Fernando Abreu, Marcelino Freire, Fabrício Carpinejar e Eliane Brum. Em janeiro de 2015 realizou o evento Em Busca de Um Teatro Gay com ciclo de debates, apresentações teatrais e exposição que mapeiam a produção gay da cidade de São Paulo na primeira década do século XXI. Seus trabalhos foram apresentados em diversos locais na capital e cidades do estado de São Paulo, além de Paraná, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Ceará, Bahia, Rio de Janeiro, Pernambuco, Goiás e Minas Gerais. Mantém os blogs www.ilusoesnasalaescura.wordpress.com e www.escritossobreaausencia.wordpress.com, o primeiro com suas resenhas críticas de teatro e cinema e o segundo sobre seu processo criativo e informações sobre seus trabalhos.

Ficha Técnica:

Texto: Roberto Muniz Dias.

Direção: Rodolfo Lima.

Elenco: Clodd Dias, Bibi Santos, Valéria Barcellos e Daniel Sapiência

Cenografia: – Jeff Celophane e Rodolfo Lima

Design Gráfico: Betinho Neto e Silas Lima

Fotos: Luciana Zacarias e Marco Rocha

Figurinos: Jeff Celophane e Karla

Cenotécnico: Renato Ribeiro

Produção Local: Obatalá Produções

Assistente de produção: Lucimara Amorim

Operação de luz:

Operação de som:

Contraregragem: Bibi Santos

Informações: Obatalá Produções: (51) 98112-2244 – obatalaproducoes@gmail.com

Ingressos antecipados

Inteira PROMO

R$ 30,00

+ taxa de conveniência

Meia

R$ 20,00

+ taxa de conveniência

Ingressos no Local

Inteira 

R$ 40,00

Meia

R$ 20,00

          Descontos:

 

  • Idosos.

  • Estudantes.

  • Classe Artística.

  • Pessoas com deficiência e acompanhante.

 

           Pontos de Venda:

 

  • Ingressos online até 2h antes do início do espetáculo;

  • Venezianos Pub Café – R. Joaquim Nabuco, 397

  • Ingressos no local, 1h antes do espetáculo;

AVISOS:

  • O recibo de confirmação de compra e/ou a identidade são válidos como ingressos na bilheteria do espetáculo.

  • É terminantemente proibida a entrada após o início do espetáculo, sem devolução do valor pago!

Classificação

Não recomendado para menores de 14 anos.

Duração

Aproximadamente

70 min.

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 Das 10h às 18h